Blog
Desentulhe as gavetas...
30/01/2010 18:10
Sabe aquela montoeira entulhada impedindo a livre abertura das gavetas? Papéis e outras inutilidades, reflexos da nossa mania de guardar as coisas para mais tarde jogarmos fora? Isso se denomina protelar, adiar, retardar, prorrogar, procrastinar.
Todos nós fazemos isso com uma certa freqüência, raro são os afortunados que lidam com o tempo de forma a não deixar nada para resolver depois. Existe um tipo de protelador que escapa a todos os limites de normalidade, e é dele que iremos falar agora.
Sua mesa é limpa e desentulhada na aparência, com a impressão de ausência de habitação, mas, se pudermos vasculhar suas gavetas, veremos que se encontram abarrotadas de compromissos adiados ou esquecidos, contas a serem pagas, anúncios a serem feitos, cartas a serem encaminhadas e uma enorme quantidade de correspondências não lidas e, ainda, papéis avulsos, catálogos, memorandos, pequenos objetos inúteis; enfim, um caos...
É impossível se comunicar com um protelador, ele nunca está, e se solicitamos que nos dê um retorno telefônico, esperamos em vão. Também não adianta recorrermos desesperadamente à Internet, seu e-mail sempre volta, pois ele nunca confere seu correio eletrônico.
O seu comportamento é repetitivo e inalterável, jamais podemos contar com sua atenção, principalmente nas urgências, dando-nos a impressão, com ares de mistério, de que vive muito ocupado. Em reuniões, chega atrasado, é sempre notado e esperado, o que lhe dá uma satisfação narcísea, base de sua personalidade em desajuste.
Confiança legítima jamais terá de seus pares. Sofre assim de solidão e, se demitido, suas chances de ser novamente empregado são ínfimas, pois no mundo atual, o que mais se exige é habilidade para resolver rapidamente os problemas sem burocracia.
A protelação é um mal que atinge o que há de mais vital do ser humano, a esperança. Corrói as expectativas com a morosidade do tempo estéril e de quem espera ansiosamente e depende do protelador. Quando solicitado que responda a um pedido de alguém, na maioria das vezes, não diz sim nem não, apesar de saber que, muitas vezes, a resposta será negativa, ele retarda e procrastina o retorno ao outro, deixando-o “seco” na condição de dependente de sua resposta.
A procrastinação habita preferencialmente os cargos burocráticos inertes e autoritários do poder público e privado, longe do alcance da democracia. Usura, sovinice e avareza são três palavras sinônimas para expressar a secura da alma do protelador.
A insônia é um mal comum nessas pessoas, sendo freqüente o acordar de madrugada após pesadelos medonhos, “como se a cabeça estivesse na gaveta do escritório”, com enorme aflição pelos projetos adiados.
Antes que esse mal nos acometa, urge, portanto, cuidarmos para sairmos na inércia, adquirirmos competência e redefinirmos a relação com os outros, conquistando mais liberdade para caminhar e crescermos profissionalmente e, assim, retirarmos os atrasos das gavetas, explicitarmos a “bagunça por sobre as nossas mesas” e resolvermos os problemas em tempo hábil no ano que se inicia.
Paulo César de Souza
Aprendendo a viver da fé
30/01/2010 11:07Aprendendo a viver da fé
Hoje é muito comum as pessoas se aplicarem a exercícios físicos. Elas vão às academias, praticam natação, fazem caminhada, corrida, musculação. As pessoas se aplicam... E o segredo está em se aplicar aos exercícios. Quem pratica consegue. Os que não persistem ficam para trás.
O Senhor está levando Seus valentes guerreiros, aqueles que Ele quer formar para a Sua tropa de elite, para sua “academia”. Aí Ele quer formá-los; e o ponto de partida é um sólido treinamento na fé. Nós, devido ao pecado original, queremos sempre ser os primeiros. O primeiro, porém, deve ser Deus; sempre Deus; unicamente Deus. Ele é o primeiro, Ele precisa ser o único.
De maneira muito concreta, Jesus era o primeiro na vida de José. Em segundo lugar estavam os outros, dentre os quais Maria era a primeira. Ele era sempre o terceiro, ou melhor: o último. José era sempre o último.
O que ele passou não foi fácil. Deus exigiu mais fé de José do que da Maria. A ela, um anjo apareceu comunicando a mensagem, ela pôde até mesmo questioná-lo. Com José não foi dessa forma: ele não viu nem conversou com o anjo; ele precisou acreditar.
Para que você entenda o quanto esse grande homem de Deus foi treinado na fé, para ser o servo fiel e justo de que Deus precisava, eu lhe explico o seguinte: O casamento entre os judeus era realizado em duas etapas: a primeira era o noivado. Eles já eram casados e apenas aguardavam o momento de poder conviver na mesma casa (a segunda etapa). José e Maria estavam na fase do noivado. Ele preparava a casa e ela, o enxoval.
Foi nesse tempo que Maria explicou a José a necessidade de ir à casa de Isabel, pois sua prima se achava grávida e em idade avançada. E então partiu, ficando lá alguns meses. Mas quando voltou... ela trazia sinais evidentes de gravidez. José não era tolo! Apesar de a tradição pintá-lo como um “velhinho”, ele era jovem, como qualquer rapaz daquela época. Ele estava se preparando para o casamento.
José viu Maria “naquele” estado. Sabia que o filho não era seu. Vários pensamentos podem ter invadido sua mente: “De quem seria? O que teria acontecido? Foi na viagem? Foi na região? Na casa de Zacarias? Ou Maria inventou a viagem para casa de Isabel porque já estava grávida de alguém? Então, a traição era dupla!” Para ele, aquilo foi muito difícil porque, embora a cabeça “estivesse a mil”, o coração confiava na noiva.
Sendo um homem justo e não querendo difamá-la publicamente, José resolveu repudiá-la secretamente, como a lei mandava: um homem não podia se casar com uma adúltera; era contra a lei.
Veja bem: Ele era o traído. Maria não lhe disse nada do que havia acontecido. Mesmo assim, ele queria agir com bondade. Teria de cumprir a lei, mas com extrema misericórdia.
Precisamos de um coração bom como o de José. Nosso coração é muito mau. Pensamos de maneira maldosa e não aguentamos sequer a ideia de ser traídos. Tudo o que ele pôde fazer como homem justo foi repudiá-la, mas secretamente, para não difamá-la.
Quando desejamos ser bons, Deus entra em ação; Ele é o oposto do mal. Portanto, se há maldade em nós, somos o oposto de Deus. Enquanto estivermos persistindo no mal, Ele não terá como se aproximar de nós.
José, graças a Deus, tinha a cabeça e o coração bons!
E se você, homem, vivesse hoje a situação de José? Imagine depois de tudo quase pronto para o casamento, sua noiva aparecer grávida! E você sabe que o filho não é seu! Em sonho um anjo lhe diz para não ter medo e se casar com ela, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo! Eu pergunto: você acreditaria?
A cabeça e o coração de José eram bons! Por causa disso, Deus podia agir nele. Revelou Seu mistério em sonho, e José, por ser dócil, acreditou. Assim a graça aconteceu.
Quando agimos com o coração cheio de maldade, esterilizamos a ação de Deus!
A partir dessa revelação, a vida desse grande santo mudou. Ele acordou e, naquela mesma noite, foi preparando tudo para buscar Maria assim que o dia despontasse. Dali para a frente, ele não mais viveu para si, mas para a Virgem Maria e para o Menino a quem ela concebera por obra do Espírito Santo. José se torna um homem de fé: ele baseia tudo na fé. Ele se chama “o justo” porque acreditou.
É assim que Deus precisa treinar você. Quanto maior é a missão que Deus quer confiar a você, tanto mais difíceis precisam ser os exercícios de treinamento.
Não se perturbe: você não sabe para onde Deus quer levá-lo; para qual missão Ele o está preparando. Aguenta firme, meu irmão! Aguenta firme, minha irmã! O Senhor está treinando você. Ele está provando sua fé. Ele precisa fazer com você mais do que Ele fez com Seu pai adotivo, São José.
Decida-se! Não pule de galho em galho!
30/01/2010 11:06Decida-se! Não pule de galho em galho!
Por vezes, acreditamos que as pessoas precisam deixar de fazer o mal para se aproximarem de Deus, mas não é nada disso; pelo contrário, é preciso se encontrarem com Deus para então abandonarem o pecado. Foi o que aconteceu com Paulo. Ele sentia ódio dos cristãos, por isso, aprisionava-os e entregava-os para serem julgados e condenados. Quando Jesus apareceu para ele no caminho de Damasco, o ódio desapareceu, tornando-se o grande pregador de Jesus, do Cristianismo. Foi até mesmo às sinagogas desafiar os doutores da lei pregando as palavras do Senhor.
Há também pessoas muito próximas de nós que estão longe de Deus, mas que Ele quer salvar. Por mais difícil que seja, Jesus quer recuperá-las. Ele, o Filho de Deus, deixou o céu e se fez criatura humana, indo até a morte da cruz para salvar inclusive as pessoas que amamos. Embora seu marido ou sua esposa se perca na bebida; ou se percam no adultério, o Senhor, mais do que você, está olhando por eles. Portanto, não há caso sem solução.
Olhe para a sua família, para as pessoas do seu trabalho, da sua rua, da sua cidade, para aqueles que você ama, e veja quantos precisam da salvação de Jesus. Basta olhar a situação do mundo para perceber o quanto a humanidade precisa do Evangelho, da libertação do Senhor, antes que seja tarde demais. Além disso, temos pouco tempo para evangelizar; desse modo, precisamos investir nossa vida no Evangelho, não há outra saída.
A melhor herança que você pode deixar para seu filho é a salvação, nada de apenas investir no trabalho ou no dinheiro. Não há tempo de se preocupar com o futuro dos filhos, pois o tempo é curto. Não me refiro ao fim do mundo, e sim, à grande perseguição que acontecerá, ao momento em que as portas serão fechadas para o Evangelho e o anticristo entrará com toda a sua força. "A Boa Nova do Reino será proclamada em todo o mundo, como testemunho para todas as nações. E então virá o fim" (Mt 24.14).
Hoje, os pagãos são batizados, fazem a Primeira Comunhão, casam-se na Igreja, mas se separam ou se divorciam. É possível perceber que estamos diante de uma sociedade pagã, de uma política, de uma educação, de uma cultura e economia pagãs. Não adianta querer tapar o sol com a peneira.
Nossa salvação está em questão, uma vez que este mundo pagão nos arrasta. Muitos estão se entregando aos pecados, aos erros, às doutrinas do mundo, como se fosse possível ser cristão e seguir as práticas mundanas ao mesmo tempo.
Temos que decidir a quem servir. Servimos a Deus, mas também aos ídolos; pois obedecemos razoavelmente às leis destes, deixando-nos levar pelas paixões, pelo pecado. Não pule de galho em galho. Deus já foi muito paciente conosco, por isso não podemos mais abusar.
Devemos servir ao Senhor, porque, primeiramente, o nosso destino é o Paraíso; e devemos escapar das tentações e seguir a lei de Deus, libertando-nos, porque antes de tudo fomos feitos para a vida eterna.
Blog
08/01/2010 17:45





